(2 personagens )
Ele- Um beijo diz tudo…
Ela- Mas não se diz nada…
Ele- Exemplifica o que se sente!
Ela- Mas por vezes esconde!
Ele- Guarda segredos.
Ela- Pode perder outros.
Ele- Basta confiar!
Ela- Nem tudo resulta.
Ele- Basta querer…
Ela- Muito se perde!
Ele- Há sempre uma chave.
Ela- Qual?
Ele- A dos nossos corações.
Ela- Mas não a vejo!
Ele- O amor também não se vê.
É abstracto! Existe apenas algumas exemplificações aqui e ali.
Ela- Dás-me um exemplo?
Ele- Eu amo-te daqui até à lua!
Ela- Eu sou tua!
Ele- Não quero do resto saber.
Ela- E eu não te quero perder!
Ele- Connosco, quem voa é o tempo.
Ela- Dá-me um beijo ao sabor do vento!
(A noite ia longe e o amor estava perto, muito perto. Colocou-lhe as mãos no cabelo castanho, impulsionou a cabeça junto à dela e, beijou-a.
Agora sim, estavam juntos para sempre.) :)
Hoje apeteceu-me ir visitar outros Blogs. Numa dessas visitas deparei-me com um texto que me deixou a pensar bastante... por isso, copiei o comentário que fiz e acrescentei coisas e tirei outras, para completar melhor o que pensava, fazendo-o com mais calma e silêncio.
'' É sempre complicado vermos o que está a frente dos nossos olhos, mas, ver a realidade e a verdade custa sempre mais. Construímos fantasias e brincadeiras que idealizamos como um exemplo a seguir...contudo nem sempre é assim. O que construímos e pensamos vir a ser e a sentir, muda com o passar do tempo e com a descoberta de novas pessoas. As características de alguém mudam tudo.
(A música passou para triste). O silencio apodera-se do nosso estado de espírito e só autoriza músicas calmas. O rock faz lembrar a violência e os maus costumes. o cérebro e a nossa aura pedem a calma e o sossego, proporcionando um ambiente silencioso em nosso redor. Não queremos estar em locais barulhentos ou em ambientes pesados.
(...) tudo isto me pôs a pensar em passados recentes e em companheiros e ex-companheiros de vida, pelo menos do pouco que já vivi.
Contudo, o mais importante é tudo aquilo que aqueles que nos querem bem, nomeadamente verdadeiros amigos, família) nos dizem quando estamos nos piores momentos: ser quem somos. Tanta vez que já foi dito por tanta gente, muitos sem pensarem naquilo que realmente quer dizer, ou, de certa forma, ''pesquisarem'' melhor. Já pensas-te se alguma vez seguiste o ideal de originalidade? Eu explico. Alguma vez pensas-te mesmo quem eras? Abstraíres-te de tudo e todos e pensares naquilo que realmente és, gostas... Tenta ! Acredita que pode ser um excelente método para te conheceres melhor.
No fim, sentirás-te orgulhosa(o) de ti mesma(o) !
Quando te sentires inferior a tudo e todos, e pensares que os mais fortes lideram, há que te lembrares sempre que ''Os primeiros serão os últimos, e os últimos serao os primeiros. ''
Prometido, é devido. Ontem foi monólogo (como podem confirmar no post em baixo), hoje será uma pequena representação com apenas duas personagens. Aconselho que neste façam uma leitura mais rápida e sem paragens, devio à caracterização das personagens, ao contrario do monólogo em baixo, que é uma conversa sozinha e (deveras calma).
(secalhar vou levar 5 a portugues : D )
O que quer dizer: p1- Personagem 1
p2- Personagem 2 (óbvio)
P1- Se me deixasses...
P2-Mas não deixo!
P1-Não te posso convencer?
P2-Nem por isso...
P1-(Dirigindo-se ao público em voz baixa) Teimoso!
P2-Não sei qual é o interesse...
P1- Queres que te diga? (sorri)
P2- Eu não! perda de tempo, meu caro! (olha para o relógio calmamente)
P1- Mas disses-te que...
P2-(Interrompe) Disse antes, não agora!
P1- Repetias!
P2- Dá-me bastante trabalho, não me posso dar a esses luxos...
P1- Não, não dá Senhor!
P2- Queres exprimentar, é ?
P1- Quero!
P2- Lamento desencantar-te, mas eu também não.
P1- Está-se a contradizer...
p2- Não use palavras dessas escravo! Digo por 20 !
P1- Por 10 !
P2- Isso é pouco, muito pouco..
P1- Então... 12 !
P2- Feito, homem!
P1-Tome o dito cujo.
P2- Dinheiro, pobre !
P1- Sim, isso.
P2- Certezas...
P1- Mas agora repita !
P2- Vou para casa.
P1- Não foi o nosso combinado patrão!
P2- Estás livre.
P1- Doces palavras ressoam nos meus ouvidos cansados...Agora sim, sou gente!
Com uma leitura calma, é fácil descobrir que é uma dramatização da época da escravatura e dos trabalhos árduos. O escravo (Personagem 1), pede repetidamente ao seu Senhor, que o deixe ser livre e, de certa forma repetir-lhe a ele o que diz a muitos aos dar a autorização para se ir embora. Apenas com dinheiro é possível.
A liberdade foi paga com dinheiro, ou será que nos tempos que correm, ainda assim o é?
Não sei o que é que me deu hoje. Apeteceu-me mudar o blog. Normalmente não costumo perder muito tempo a combinar cores e essas coisas, mas acabei por por um tema ou um ''template'', como dizem. Pronto.
Não sei se está bonito,, ou se gostas, mas como digo que é '' A Cores'', é com cores que está.
Fiz uma pauza nos poemas. Ou deverei antes dizer, uma longa pauza nos poemas? Apetece-me teatro, dramatizações. O Auto da Barca de Gil Vicente conquistou mesmo o meu lado crítico e teatral. Agora até ando a escrever monólogos e pequenas representações para no fim me por à prova. Aqui vai uma delas. Não está grande coisa, mas prometo que com a prática irão de certeza melhorar : )
Se quiseres experimentar e representar, força!
Personagem: Sabem que mais? estou farta, completamente farta! Só não vê quem não quer, é que só mesmo os cegos! o que? Aqui no Bairro? Toda a gente sabe, toda! Ali a Francisca e a Manuela passam horas e horas nas varandas a falar sobre isto! Cuscuvilhices, claro! Só sabem é dizer mal, mal, mal.. ''Ai o João faz isto, ah o João já diz aquilo''...também vos digo, os maridos? esses têm lhes rédia curta, têm! A paciência deles já vai mais longe do que o porto a Lisboa! (Olha para as horas, concerta a roupa e suspira)
Mas o que mais me rala é mesmo o meu rapaz...o que chora aquela alma! sai-lhe por um ouvido o que entra após o outro...Estou-vos a dizer! mas porque é que ele não dorme a tarde toda? Porque? E depois eu é que fico uma escrava de trabalhos.
(um bebé começa a chorar)
-Lá está ele outra vez...
Não foi assim grande coisa como disse, mas foi o que fiz. Como escrevi no caderno é o iníco do uma nova etapa: Representações e monólogos. Mudar de vez em quando faz bem, não é ?